Nem tão cedo nem tão tarde
Nunca fui de muito alarde
E todas essas luzes piscantes
Com seus glamores ofuscantes
No fundo, no fundo, me fazem mal…
Seria isso, enfim, o tal Natal?
Aperto de mão e tapa nas costas?
E tudo na mesma merda, na mesma bosta!
Fazer o bem por querer não por dever
Não fazer o mal por convicção e não religião
Doa a quem doer, dói em mim também,
Morra quem morrer, seja aqui ou além.
Dinheiro não compra felicidade nem sua nem alheia
É uma pena o espírito natalino não durar a vida inteira

Nem tão tarde nem tão cedo
É sempre o mesmo enredo

Tenha um feliz natal mais consciencioso e menos consumista
Fora isso, muita, mas muita saúde, pois o resto se conquista…